Ian Curtis e o Joy Division – Especial Joy Division

imagem Ian Curtis e o Joy Division
Ian Curtis e o Joy Division. Divulgação.

O contexto do Joy Division

Ian Curtis e o Joy Division: O punk britânico estava no auge. no momento do surgimento da banda Joy Division. O encontro de Ian Curtis, vocalista e letrista do Joy Division, com outros dois futuros integrantes do grupo  aconteceu em 1976 em Manchester na Inglaterra,  durante um show. Este show era do Sex Pistols o principal expoente do movimento punk no Reino Unido. Os outros dois integrantes eram Bernard Sumner, guitarrista, e Peter Hook, baixista.

Tocando a Distância. Ian Curtis e Joy Division

Ian Curtis e o Joy Division

Ian Curtis e o Joy Division: Após a entrada do baterista Stephen Morris, algum tempo depois do encontro dos outros integrantes no show do Sex Pistols, formavam uma nova banda. Nessa nova banda,  os quatro já estavam compondo e tocando juntos sob o nome de Warsaw. A banda estava em sua formação completa com Ian CurtisBernard SumnerPeter HookStephen Morris.

A crise econômica que atingiu a Inglaterra durante a década de 70, impulsionou o movimento punk. Criava-se um ambiente de desolação próprio para nutrir o pós-punk depressivo e niilista do grupo.




A futurista e progressista Manchester, no final dos anos 70, berço do Joy Division, estava em um período decadente por ter sido atingida diretamente pela recessão. Com áreas industriais devastadas e abandonadas, despovoada na região central e nos arredores,  a cidade transparecia tristeza por todos os cantos. Para tornar mais sombria a atmosfera de Manchester, vigorava uma dura e agressiva política de controle moral e social. O posicionamento político era levado a  cabo pela polícia local. Esse ambiente claustrofóbico e paranoico refletiu nas composições do Joy Division.

Em um contexto conturbado

Ian Curtis e o Joy Division: O grupo fez algumas apresentações no The Factory em 1978; clube noturno que deu origem a Factory Records, do produtor Tony Wilson. Tal selo independente lançou no cenário musical o Joy Division e toda uma geração de bandas do pós-punk de Manchester. Entre essas outras bandas lançadas pelo selo independente está a New Order e a Happy Mondays. Com inúmeras questões econômicas e sociais nos meados dos anos , a ascensão da música eletrônica pop  também influenciou o Joy Division.

Baterias eletrônicas e sintetizadores eram uma novidade que foi incorporada pelo grupo; apesar do predomínio de uma levada punk nas primeiras composições. Esse direcionamento eletrônico na formação da musicalidade da Joy Division provém tanto da música de discoteca como pelo rock eletrônico dos alemães do Kraftwerk,

Tocando a Distância. Ian Curtis e Joy Division

Em 1979 é firmado um ano fundamental para a banda. Eles preparavam o primeiro álbum

Joy Division. Unknown Pleasures. Nesse mesmo período começava na Inglaterra um longo domínio político conservador. A  a ascensão ao poder do conservadorismo era firmado na figura de Margaret Thatcher no cargo de primeiro ministro. Em paralelo, o cenário mundial estava sob a ameaça de um conflito nuclear entre EUA e União Soviética. Firmando um dos momentos mais tensos da Guerra Fria. Nesse período, em dezembro de 79, para firmar com exatidão a questão temporal,  a União Soviética invadiu o Afeganistão, por meio de tal empreitada, elevou os os medos de um conflito mundial.

No future

Ian Curtis e o Joy Division: Viviam em um ambiente social carregado de pessimismo e medo. Carregavam perspectivas sombrias, que pareciam tornar realidade o lema “no future” do punk,. O Joy Division produziu um disco visceral com letras sobre controle, dominação e fuga. Em julho de 1979 o crítico de música, Jon Savage,  escreveu na revista Melody Maker sobre a banda Joy Division. Em tal publicação articulou que os temas das canções e a forma como o álbum foi produzido refletiam com perfeição os espaços vazios e lugares escuros de Manchester. Para o crítico Jon Savage, Ian Curtis com seus vocais expressivos apresentava uma performance ao vivo em que parecia possuído por demônios, dançando descoordenadamente na “velocidade da luz”.




Ian Curtis

Ian Curtis e o Joy Division: o vocalista e figura central do Joy Division, Ian Curtis sofria de epilepsia e depressão. Aqueles que conviveram com ele de perto, relatam que seus problemas neurológicos provavelmente haviam sido mal diagnosticados e não receberam um tratamento apropriado.

Tocando a Distância. Ian Curtis e Joy Division

Segundo a esposa de Ian Curtis, no livro Touching From a Distance: Ian Curtis and “Joy Division” (English Edition)  , que inspirou o filme “Control”, o tímido Curtis nutria uma profunda fascinação por artistas que morreram jovens. De acordo com o livro ele passava horas pensando e lendo obras dos escritores J.G. Ballard e William Burroughs.


Peter Hook, ex-baixista do Joy Division e do New Order, afirma que Ian Curtis foi  seu pior inimigo por conta de sua doença:

Como dizer para o líder de uma banda de rock que ele deve ir para a cama cedo e não beber?

Tal declaração foi em um depoimento à revista britânica Mojo em 2007,

De acordo com Hook, Curtis se rebelou contra as recomendações médicas e os avisos dos companheiros de banda e cada vez mais tinha uma performance no palco parecida com Iggy Pop. Só que Iggy não era epilético, enfatiza o ex-baixista da Joy Division.
Obcecado  pelo lado negro da vida, Curtis articulava o seu talento para escrever sobre desespero e separações. Tal feito lhe renderam letras com um lirismo que fizeram a crítica especializada colocá-lo entre oos poetas pop. Curtis alimentou-se do negativismo da filosofia punk e junto com seus companheiros do Joy Division no contexto social e histórico em que viveram. Dessa forma, o vocalista estabeleceu algumas das tendências do pós-punk na cultura jovem.

Poesia

Ian Curtis e o Joy Division: A inovação musical trazida pela capacidade poética de Curtis é aliada aos demais integrantes do Joy Division. Os integrantes firmavam posicionamento com a inserção de teclados, sintetizadores. União formadora de uma nova atmosfera no rock que definiria os anos 80. É possível perceber mais intensamente essa inovação musical no disco “Closer” lançado em junho de 1980.  Algumas semanas após, o vocalista ceifa a própria vida. Publicada pela revista britânica New Musical Express, logo após o lançamento, uma crítica retrata “Closer” como um registro magistral. Explora que é uma obra que trata de vida e morte, como um sinal da satisfação que era se viver em tempos que faziam as pessoas produzirem músicas como aquelas.




É de salientar a construção de um estilo gótico para o rock, a partir das letras de Ian Curtis. Também deve-se ressaltar a sonoridade desenvolvida por Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris. Os dois álbuns do Joy Division trouxeram elementos importantes que ajudaram a renovar a cara do rock e da cultura pop na década seguinte.

Especial Joy Division

  1. Desolação humana como tema
  2. Ian Curtis e o Joy Division
  3. Love Will Tear Us Apart – Música pesada, dançante, sombria

Tocando a Distância. Ian Curtis e Joy Division

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